"Venha, venha logo"...mas que caralho, eu bebi tanto assim??? Cerveja, cerveja barata...eu to acostumado a beber uísque...eu não to bêbado!!!
Entro no quarto e a meia luz ela me espera...é eu to sonhando...mas é bem real...vou aproveitar.
Os cabelos lisos negros parecem se mover junto as sombras de uma árvore lá fora iluminada pela luz da lua e que balança na melodia do vento.
Seus olhos miram para mim como que se quisessem me cegar e sua boca se abre e morde o lábio docemente como uma menina a pedir algo.
Esta toda de preto, uma roupa propicia para o frio que faz lá fora.
Deitada na minha cama...Meu Deus o que é aquilo??...fim de noite de domingo perfeito...amanhã será que eu trabalho??
Ela se levanta...barulho do salto da bota a riscar o chão..ainda a morder o lábio vermelho de batom vem a mim devagar...os olhos fixos como se eu fosse um alvo...me toca o ombro...sua pele branca como um leite é fria, a outra mão me toca o pescoço e posso sentir...um leve beijo no pescoço...engulo a seco..."bem...eu não estou lembrado de você...mas como entrou aqui??"
Mas a flagrância entra em meu cérebro...um ecstasy...é como droga para meu cérebro e me faz fechar o olhos...ela sorri e me beija a boca.
É doce...seu gosto é doce...doce como nenhum doce.
"Não importa quem eu sou...importa que sei quem você é...e preciso de você...só não sei o por que, mas se quiser vou embora"
Meu Deus...ela não pode ir embora...de jeito nenhum...estou bobo...como se tivesse sedado.
"Fica...pode ficar...seja quem for"
Ela coloca um dos pés sobre a cadeira a frente da mesa de computador no quarto...abre o ziper da bota...a tira lentamente...eu olho fixo para os pés...ela sorri...a algo mais escondido na bota...uma adaga...uma lamina que brilha ao ser sacada e de ponta fina e mortal.
Mas que porra é aquela...a mulher esta armada...é tudo muito doido...mas eu sou mais pelo jeito...eu to gostando...é excitante...será que esse batom tem alguma droga...deixa rolar.
A doida em um movimento rápido faz verter o sangue de seu próprio pulso...eu chacoalho a cabeça e ela apenas sorri lambendo o sangue e o pouco que escorre dos lábios...aquela língua...ah aquela língua.
"Gosta de sangue??" ...ela me pergunta como a coisa mais comum do mundo.
"É como o vinho?? Quanto mais antigo melhor??"....pergunto em tom de ironia para não demonstrar o tão nervoso estou.
Ela sorri..."Deve ser...pois o meu é ótimo...e vampiros costumam ter séculos de vida"
Antes que pensasse algo sobre aquilo ela me beija a boca...sinto o gosto...gosto de sangue...e o dela não é comum...é delicioso...é muito mais do que o líquido que faz circular vida em nosso corpo...parece que chega rápido ao meu cérebro e transborda meu corpo de prazer...eu busco por mais...ela sorri e me oferece o pulso...e ali fico um tempo que não vejo passar...com os olhos fechados a sugar e ouvindo seus gemidos.
Durmo...como um menino eu durmo e acordo com o despertador...sozinho...o sol a brilhar lá fora...e ela se foi mas seu gosto e seu cheiro permanecem para me fazer crer que não foi um sonho.
sábado, 1 de agosto de 2009
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